Ouro Preto, Minas Gerais, Brazil
Sou advogado, consultor, professor e servidor público municipal. Graduado em Direito (FDCL), pós-graduado em Direito Público (UCAM) e pós-graduando em Gestão Pública (UFOP) e no MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria (FGV). No dia a dia, trabalho por uma Administração Pública eficiente e de qualidade, onde haja a real dignificação do servidor público. Defendo a valorização dos ouro-pretanos "nativos", dos ouro-pretanos "de coração" e dos jovens, através de políticas públicas específicas e iniciativas que viabilizem a criação de empregos, a qualificação dos ouro-pretanos e a manutenção dos nossos talentos em nossa região. FACEBOOK: http://www.facebook.com/home.php?#!/profile.php?id=1063302885 TWITTER: http://twitter.com/Rafael_Mendes_T

sábado, 17 de outubro de 2009

Ouro Preto se despede: Um abraço à “Ninica da Natividade”


A triste data de 27 de setembro de 2009 ficará marcada na memória de todos os ouro-pretanos como a data que se despede desse mundo a ilustre Ninica; a Ninica “da Terra”; a Ninica da “Natividade”.


Maria da Conceição Pereira, era esse o seu nome de batismo. Nome que eu, particularmente, pronunciei muito nos últimos meses quando no auxílio jurídico a ela e sua família.


Assim, de forma curiosa e muito engraçada conheci um pouco da verdadeira história de Ninica pelas palavras do Sr. José Lourenço Ferreira (irmão materno dela) e de sua esposa, Sra. Maria Itacolomita. História que, por pouco, não chegou a acontecer, pois logo que ela nasceu, junto ao seu irmão gêmeo (isso mesmo!), cogitaram em deixá-la morrer por medo de que tivesse alguns problemas estruturais e não sobrevivesse por muito tempo. A família resolveu aceitá-la como ela era, parece, prevendo que algo de muito especial nela repousava.


Em meio a imensas dificuldades, Ninica se criou, cresceu e envelheceu. Sempre divertida, em gargalhadas atemorizava os incautos desconhecidos como se dissesse: Ei você!!! Eu sou nativa!!! Eu sou única!!! Eu sou especial!!!. Alguns diziam que ela era “doida”, mas uma “doida sem maldade". Por isso, é importante que resgatemos essa “doidice” inocente, característica simples, única, realista e, por isso, imortal em nossos corações. Afinal, Ouro Preto é mesmo uma terra de “doidos” e apaixonados (vide Tiradentes, Aleijadinho, Tomás Antônio Gonzaga; Sinhá Olímpia e tantos outros que já passaram por aqui).


Fato notório é que, recentemente, até composições musicais e propagandas de economia de água foram realizados por terceiros utilizando-se da sua figura singular. À família, eu disse que deveriam tomar, tão logo, providências para auferir algum benefício em virtude da exposição das imagens, sons e da presença da Ninica em eventos, explorando esses direitos da personalidade em prol do melhor sustento e qualidade de vida desta. No entanto, a vida dela, por um capricho, não esperou por esse momento.


Bem, por fim, resta a minha saudade e a de todos ouro-pretanos nativos e de coração. Ninica era uma flor de cultura que agora enfeita os campos além da imaginação.
Um abraço à saudosa Ninica!!!
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